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Programa Brasil Mais Produtivo para indústria

Foi realizado na última sexta-feira (11/11) na FIESP o seminário de lançamento do Programa Brasil Mais Produtivo. Durante o evento o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, afirmou que é bom sinal o interesse das pessoas pelo programa, evidenciado pela plateia lotada. “Há expectativa de recuperação do Brasil”, disse. “O que precisamos agora é dar competitividade”, afirmou Skaf, por meio de juros mais baixos, crédito, agilidade, menos burocracia. Ele ressaltou também a importância de valorizar mais as micro, pequenas e médias indústrias.

Skaf lembrou que um dos maiores patrimônios do Brasil é a indústria, que cria os melhores empregos e paga um terço de todos os impostos no país. “”Não é possível mais aumento de impostos”, disse, destacando que o governo se sensibilizou quanto a isso.

Foram citados vários pontos do programa, essenciais para o aumento da competitividade. O Brasil Mais Produtivo já está em andamento, com 79 empresas tendo passado pela consultoria e já aplicando as ações recomendadas.

O Ministro do MDIC, Marcos Pereira explicou que o Brasil Mais Produtivo foi lançado nacionalmente em abril, e agora há uma rodada de apresentação nos Estados. Abrange empresas de 11 a 200 funcionários e visa a atender 3.000 companhias nesta primeira fase, com R$ 50 milhões. São quatro cadeias produtivas, com empresas preferencialmente em Arranjos Produtivos Locais (APLs). Para São Paulo são 340 vagas, em áreas escolhidas em consenso com a indústria. A consultoria dura 120 horas e é oferecida em parceria com o SENAI.

A expectativa, segundo o ministro, era aumentar a produtividade em no mínimo 20%. Chegou em média a 56%, com casos de 80%, disse Pereira. Lean manufacturing (manufatura enxuta) é a base, com a busca de eliminação de desperdícios.

O Brasil Mais Produtivo

Aumento de 20% de produtividade em 3 mil indústrias

O Programa é uma resposta rápida para o dilema da baixa produtividade da indústria brasileira. Visa atender 3 mil empresas industriais de pequeno e médio porte em todo o Brasil, com objetivo de aumentar em pelo menos 20% a produtividade no setor da aplicação das ferramentas Lean para pequenas e médias indústrias participantes. O conceito baseia-se na redução dos sete tipos de desperdícios (superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos).

A iniciativa prevê o investimento em 4 setores prioritários:

  • Alimentos e Bebidas;
  • Metalmecânico;
  • Moveleiro;
  • Vestuário e Calçados.

A iniciativa é uma realização do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Casos de sucesso

O primeiro caso de sucesso veio do setor de alimentos. É a empresa Twin Peaks, de alimentos congelados, de Valinhos, com apresentação da sócia Juliana Cunha. O programa, aplicado à produção de esfirras, permitiu ver a produção como um todo e eliminar gargalos. Foi possível redistribuir tarefas, diminuindo sobrecargas e subutilizações de mão de obra. Houve também mudança de lay-out na fábrica, diminuindo a movimentação (de 24 metros para 2,4 m) e permitindo grande ganho. De 164 peças por hora para 450, com os mesmos funcionários, aumento de 169% na produtividade. O índice de defeitos caiu para zero. O retorno do investimento veio em pouco mais de um mês. Um dos pontos que Juliana destacou foi o atendimento sob medida do Senai-SP.

Para participar do programa, basta acessar o portal (http://www.brasilmaisprodutivo.gov.br)  e inscrever sua empresa.

Fonte: FIESP