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Indústria de pães e massas deve subir preço em cerca de 10%


O preço de pães, biscoitos, massas e bolos deve voltar a subir neste ano.

A alta estimada pela Abimapi (associação do setor) é de 10%, valor que pode variar de acordo com oscilações de câmbio e outros custos das indústrias, como energia elétrica e mão de obra.

Ao longo do ano passado, o reajuste foi, em média, de 12%, afirma Claudio Zanão, presidente da entidade.

"A reposição dos custos não vai parar, a alta do dólar trouxe um impacto grande. Hoje, metade da farinha de trigo é importada, e os gastos com energia e combustíveis também aumentaram."

A farinha de trigo representa entre 60% e 70% da composição de macarrão e pães, e cerca de 35% dos biscoitos.

O aumento não recai diretamente sobre o consumidor final, mas, sim, sobre os varejistas, destaca Zanão.

O reajuste de preços em 2015 garantiu faturamento 5,47% maior às indústrias em relação ao ano anterior, mesmo com as vendas estáveis.

O resultado ficou abaixo da inflação, de 10,67%, mas foi comemorado pelo setor. "A situação se complicou no último trimestre, as festas de fim de ano não deram o retorno esperado."

O único segmento com resultado positivo em volume de vendas foi o de biscoitos.

"No Brasil, temos uma diversidade enorme. O comprador pode até não comer sua marca favorita, ou escolher embalagens menores, mas não deixa de consumir."

A expectativa para 2016 é que o volume de vendas se mantenha e que as receitas tenham alta de 4%.

 

BISCOITO OU BOLACHA?

A fabricante carioca de biscoitos e massas Piraquê vai começar a exportar seus produtos neste semestre, para países da América do Sul e Estados Unidos.

A empresa também vai investir na expansão da marca fora do Rio de Janeiro.

Neste ano, ela vai aportar cerca de R$ 21 milhões em comunicação para ganhar mercado, principalmente em São Paulo, afirma o diretor Alexandre Colombo.

O projeto de ampliação da marca coincide com o fim das obras na fábrica da empresa, que custaram cerca de R$ 200 milhões, financiados pelo BNDES.

O novo centro deverá aumentar a produção em 30%.

Em 2015, a empresa teve crescimento em torno de 6,5% e, neste ano, espera atingir a casa dos dois dígitos -fora do Rio, a alta projetada fica entre 15% e 20%.

R$ 850 milhões foi o faturamento da Piraquê no ano passado.

Fonte: Folha de S.Paulo