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Reformas são fundamentais para taxa de juros cair para os padrões internacionais


A taxa Selic caiu para níveis historicamente baixos, mas essa queda ainda não foi plenamente percebida nos custos dos empréstimos. São cruciais, portanto, medidas que reduzam o elevado custo do crédito, refletido nos dilatados spreads bancários, há várias décadas entre os maiores do mundo. Para reduzir o alto custo do crédito, é necessário adotar medidas que combatam de fato a baixa concorrência no sistema bancário brasileiro.

Além disso, o avanço das reformas que equacionem o grave desequilíbrio fiscal é crucial para que a taxa Selic recue de forma consistente para níveis condizentes com os padrões internacionais. As expectativas do mercado, capturadas pela pesquisa Focus, apontam para a elevação da Selic de 6,5% para 8,0% em 2019, e o quadro pode ser de aumentos mais drásticos em caso de aumento da incerteza quanto à sustentabilidade das contas públicas.

Seguramente, há muitos outros desafios a enfrentar para a continuidade do processo de retomada do crescimento. Em nossas preocupações, a questão do desemprego deve estar sempre presente; é preciso medidas de estímulo à economia para acelerar o crescimento e, por consequência, a geração de emprego e renda.

José Ricardo Roriz
Presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp

Fonte: FIESP