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E-commerce obriga varejo a se reinventar: e o resultado é melhor que o esperado


O setor de E-commerce, ou vendas online, segue otimista em 2019. Segundo estudo da Statista, vendas online em 2017 renderam um montante de 2.3 trilhões de dólares para comerciantes e espera-se que esse número aumente ao longo dos anos, dobrando em 2021.

Muitas vezes vista como principal rival das lojas físicas, as vendas online caem no gosto do consumidor e atraem novos compradores por conta da praticidade. Mas esse tipo de venda não significa o fim do comércio tradicional, e sim uma necessidade de mudança. Muitos comerciantes estão apostando em tecnologias para continuar a tornar suas lojas atrativas e para oferecer uma experiência que seja ainda mais vantajosa do que a comodidade de comprar em casa.

Para ocupar o lugar do recepcionista e chamar a atenção do cliente logo na porta do estabelecimento, foi criado um dispositivo chamado Holographic Greeter. Trata-se de uma pequena plataforma de metal (semelhante à estrutura de uma balança digital) que produz um holograma perfeito de recepcionista de loja, no tamanho real de uma pessoa. O holograma reproduz falas programadas pelo lojista, como se fosse um recepcionista de verdade, conforme as necessidades do comércio. A imagem produzida pela máquina é em alta definição e visível em um ângulo de 360º, além disso, a personagem que recepciona os clientes é totalmente customizável, de maneira que o dono da loja pode escolher a roupa mais apropriada para o avatar se apresentar aos potenciais clientes.

Supermercados

Já parou para pensar em quanto tempo perdemos para fazer uma compra no supermercado? Andar pelos vários corredores, encarar filas, empacotar produtos, são tarefas que consomem tempo. Como a maioria dos consumidores prefere ir ao supermercado para escolher os produtos, ao invés de contratar os serviços de entregas em casa, a indústria de varejo está investindo em melhorias para facilitar a experiência de compra.

A Amazon criou um novo conceito de lojas que permite aos clientes escolher os produtos desejados sem ter de enfrentar filas para pagar ou sequer abrir a carteira. A Amazon Go é conectada a um app específico para ser baixado no celular. Quando o usuário entra na loja, basta passar o celular no QR Code para iniciar suas compras sem se preocupar com filas ou formas de pagamento. Um complexo sistema de câmeras com reconhecimento facial, inteligência artificial e sensores de proximidade garante o pagamento do que foi efetivamente escolhido mesmo que o consumidor mude de ideia e deixe um produto no balcão. Quando o cliente termina as compras, basta sair do estabelecimento som seus produtos, sem se preocupar com mais nada, pois o valor gasto nas compras será debitado diretamente da conta da Amazon, com o envio de um recibo para o celular em poucos minutos.

No Japão, a maioria dos supermercados utiliza um item pouco usado no Brasil: a cestinha de supermercado. Como os japoneses não têm o hábito de fazer compras para o mês inteiro, o volume comprado por visita ao mercado é bem menor. Diante disso, as cestas nos supermercados possuem um leitor de código de barras acoplado, uma forma rápida de calcular os preços assim que o consumidor transfere a embalagem da prateleira para a cesta. Ao chegar no caixa, basta o consumidor colocar a cestinha no lugar apropriado para o computador calcular a conta automaticamente, sem a necessidade de nenhum funcionário. O caixa também é high-tech e já empacota todas as compras, tornando a ida ao supermercado muito mais rápida e prática.

Varejo de roupas

Lojas de roupa também estão conseguindo aperfeiçoar as vendas e tornar ainda mais agradável a experiência de compra com uso de novos dispositivos. Um deles é o espelho interativo Mirrus, criação de uma empresa nova-iorquina que tem como objetivo aumentar o número de vendas a partir de sugestões de moda. O espelho inteligente, quando utilizado pelos clientes, fornece dicas de acessórios que combinam com as roupas escolhidas. Todos os acessórios cadastrados são produtos da própria loja, e o espelho informa ao cliente a exata localização do item. Quando não estão sendo utilizados, os espelhos possuem função multimídia capaz de projetar fotos ou vídeos. Atualmente, já existem mais de 3 mil unidades de Mirrus instaladas em lojas de roupa dos EUA.

Outra forma para aumentar o número de visitas é eliminar certas inconveniências, como a ida ao provador. Hoje, dezenas de lojas nos EUA contam com manequins virtuais, que funcionam por meio de telas espalhadas pelas lojas e são ativados no momento em que um cliente retira um produto do cabide. Instantaneamente, imagens mostram como a roupa escolhida fica no corpo do cliente. Para se adequar ao tipo físico de cada pessoa, as telas possuem câmeras que tiram fotos do cliente para depois realizar a troca “mágica” sem ser necessário realmente tirar a roupa que já está no corpo.

Os donos de loja já perceberam que o varejo precisa se reinventar para continuar atraindo novos clientes e propor experiências físicas diferenciadas. A tecnologia é a chave dessa mudança.

Fonte: Exame