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Economia paulista deve crescer até 1,3% em 2019, prevê Seade


A projeção feita pela instituição para a indústria de transformação mostra desaceleração, com o setor podendo encerrar 2019 com crescimento de 0,6%.

No ano passado, o PIB de São Paulo encerrou com expansão de 1,6% em termos reais, em relação ao ano anterior, conforme cálculos da Fundação Seade. Entre o 3º e o 4º trimestres de 2018, descontados os efeitos sazonais, o avanço foi de 0,2%. O PIB paulista em 2018 foi estimado em R$ 2.222,5 milhões e o PIB per capita em R$ 50.518,51. O Produto Interno Bruto iniciou o ano com uma taxa anualizada de 1,8% e atingiu o ápice em abril (3,0% de aumento). A partir do 2º semestre, as taxas foram decrescendo até finalizar o último ano em 1,6%.

O Valor Adicionado foi influenciado pela expansão dos serviços (1,8%) – neste conjunto destacando-se o comércio (4,0%) –, da indústria geral (0,9%) – com desempenho um pouco superior da indústria de transformação (1,2%) –, uma vez que a agropecuária registrou redução (-1,8%).

A Fundação Seade também realizou uma projeção para o desempenho da economia brasileira para 2019, que resultou em uma taxa média de 1,5% para o PIB, uma taxa mínima de 1,3% e uma máxima de 1,8%. Isso mostra uma possível aproximação das taxas de crescimento das economias paulista e brasileira, com uma pequena vantagem para esta última, devido, principalmente, ao cenário de desaceleração da indústria de transformação paulista.
Indústria

A atividade da indústria paulista recuou 0,3% em janeiro ante dezembro, segundo o Indicador de Nível de Atividade (INA), divulgado nesta quinta-feira, 28, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com ajuste sazonal.

Na série sem ajuste, o INA cresceu 5,6% ante dezembro de 2018 e na comparação com janeiro do ano passado, foi registrado um aumento de 1%. A principal influência no INA veio das vendas reais, que caíram 8,7% na passagem de dezembro para janeiro.

A Pesquisa Sensor feita pela Fiesp no mês de fevereiro mostrou ligeira queda na passagem de janeiro para fevereiro, passando de 50,6 pontos registrados no mês anterior para 50,5 pontos no segundo mês do ano.
Comércio

O setor do comércio vem se recuperando pouco a pouco e de maneira lenta da crise que abateu o País. Ainda assim, no Estado de São Paulo, é o setor que mais gerou postos de trabalho no quarto trimestre de 2018 (outubro a dezembro), segundo números divulgados pela Fundação Seade.

Na comparação com o trimestre anterior, o comércio registrou alta de 1,3% no emprego formal. Em todos os demais setores houve queda nessa comparação, com destaque para a agricultura, onde a variação foi negativa em 7,1%.

Na comparação com o quarto trimestre de 2017, a alta nas contratações do comércio paulista foi de 0,8%, abaixo apenas do setor de serviços, que nessa comparação anual registrou avanço de 2%. Nos demais setores ocorreu queda.

Fonte: DCI