Notícias do setor

As tendências de consumo em 2019 que você precisa conhecer


Nas últimas semanas, tive acesso a três pesquisas de comportamento do consumidor indicando algumas tendências para 2019 e os próximos anos. Uma delas, a da Euromonitor International, avalia movimentos globais; a da Nielsen, traz um retrato brasileiro; enquanto o Raio X do Consumo, feito pela Locomotiva Pesquisa e Estratégia, mostra o que acontece em Santa Catarina.

Ao avaliar os três estudos, extraí o que eles têm em comum para que você possa avaliar de que forma estes estilos de vida ou comportamentos de consumo podem afetar os seus negócios, com oportunidades ou desafios.

Acima dos 50, mas ainda jovens!

O Raio X do Consumo mostra que Santa Catarina possui 2 milhões de pessoas com 50 anos ou mais, sendo que 43% deles pertencem à classe AB.  Eles movimentam no Estado R$ 71,7 bilhões por ano e representam uma das forças de consumo por aqui. Mas, o comportamento deste público mais velho chama atenção mundo afora. A pesquisa Tendências Globais de Consumo, da Euromonitor International, classifica-os como “Agnósticos quanto à idade”, revelando que as pessoas com mais de 50 anos não querem ser tratadas como velhas e, cada vez mais, consomem como jovens. Segundo a Euromonitor, “o segredo para ganhar e manter a lealdade e a confiança deles é desenvolver produtos e serviços que sejam acessíveis universalmente, mesmo quando desenvolvidos para pessoas mais velhas”.

Consumo consciente

Você já deixou de consumir algum produto porque ele provoca um impacto negativo ao meio ambiente? Já não compra mais aqueles cosméticos testados em animais? Se a resposta for sim, você integra uma tendência observada tanto pelo estudo da Euromonitor quanto no levantamento “Estilos de Vida 2019”, desenvolvido pela Nielsen. “Essa abordagem respeitosa e compassiva ao consumo abrange o cuidado com outros seres humanos, animais e meio-ambiente”, aponta o relatório da Eurmonitor. Os números encontrados pela Nielsen mostram uma mudança de comportamento de consumo expressiva neste sentido no Brasil: 42% dos consumidores estão comprando diferente para reduzir o seu impacto ao meio ambiente; 30% prestam atenção aos ingredientes do que compram; e 58% não compram de quem faz testes em animais.

Saúde é o que interessa

Estamos mais preocupados com a nossa saúde física e emocional, buscando ter mais hábitos de autocuidado e observando o que comemos. Não é uma mudança de comportamento brasileira, mas mundial. A Euromonitor coloca esta tendência dentro do tópico “Posso cuidar de mim mesmo”, demonstrando que as pessoas adotam medidas preventivas e evitam consultar profissionais. “A categoria de alimentos com rótulos “livre de” ainda é a que mais cresce entre os alimentos industrializados mas aplicativos como o Spoon Guru oferecem ao consumidor uma maneira de planejar sua dieta sem ter que contar com as marcas no supermercado”, mostra o estudo. No Brasil, a pesquisa da Nielsen revela que 57% da população reduziu a gordura do cardápio; 56%, o sal; 54%, o açúcar; e 38% os industrializados; enquanto a preferência por alimentos orgânicos cresceu 35%.

Conectados

Esta poderia ser considerada a tendência mais óbvia entre todas, pois não é nenhuma novidade que a internet está dominando os lares e ambientes de trabalho mundo afora. Mesmo assim, é imprescindível considerá-la independente de qual for o seu negócio. Em Santa Catarina, 81% dos domicílios acessam à internet, sendo que, destes, 98% acessam via smartphone. Entre a população pertencente à Classe C catarinense, 72% possuem smartphone e 96% dos jovens são internautas, mostra o Raio X do Consumo. O levantamento da Nielsen revela que 41% dos brasileiros já fizeram compras pela internet. Na pesquisa global da Euromonitor, o crescimento da internet aponta para a tendência “juntos digitalmente”, demonstrando que as pessoas, mesmo quem não se conhece, estão mais próximas em atividades de entretenimento e trabalho.

Sem estereótipos

Renato Meirelles, o consultor que apresenta o Raio X do Consumo em palestras promovidas pela RIC, resume bem como devemos observar os movimentos de consumo: sem estereótipos. Para ele, dados demográficos, como faixa de renda, não são mais referência para comportamento de consumo. “Em Santa Catarina, bolso não explica cabeça”, mostra Meirelles.

Fonte: Portal Engeplus