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Pesquisa global mostra índice de confiança de CEOs


O The Worldcom Public Relations Group junto com a Planin divulgou um relatório anual sobre o Índice de Confiança dos líderes empresariais. Segundo os dados, a confiança geral caiu mais de 20%, com índices mais significativos nos Estados Unidos (51%) e na China (21%). O Japão foi um dos que resistiram e apresentaram um aumento de 74%.

“Altos níveis globais de incerteza, como conversas sobre guerras comerciais entre os Estados Unidos e China, impactam as percepções de líderes empresariais. Por isso, a pesquisa mostra que acordos e tarifas globais de comércio estão prejudicando a confiança global de líderes empresariais em praticamente todos os países do mundo”, destaca Roger Hurni, Presidente Global do Worldcom Public Relations Group.

Neste ano, mais de 58.000 executivos do mundo participaram da pesquisa, entre CEOs e líderes de marketing. Segundo Roger, a queda tem relação com os conflitos do último ano.

“Desde nosso último relatório de 2018, líderes enfrentaram conflitos internacionais como o Brexit, protestos em Hong Kong, a proliferação do aquecimento global, a fome e o ressurgimento de doenças como o sarampo. Essa combinação de fatores pode ajudar a explicar a queda drástica nos níveis de confiança”, afirma o profissional.

USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Para elaborar o estudo, o Worldcom Public Relations Group contratou uma empresa que usa inteligência artificial para rastrear e interpretar conteúdos de mídias sociais, já que a tecnologia fornece uma visão incomparável de tópicos populares, confiança e preocupação dos líderes.

“Usamos tecnologias inovadoras para produzir a pesquisa Worldcom Confidence Index 2019, que contou com inteligência artificial para monitorar o que pensam os líderes das maiores nações do mundo”, afirma a brasileira Angélica Consiglio, CEO da Planin e responsável internacionalmente pela gestão de conhecimento do Worldcom Public Relations Group.

O relatório ainda analisou os níveis de confiança que os executivos precisam ter para alcançar esses públicos e a importância de públicos específicos. Esse é um insight valioso, porque não apenas representa o que os líderes estão falando, mas também mostra sua confiança ou preocupação em abordar cada tópico. Segundo a pesquisa:
Em 2018, os CEOs estavam mais preocupados em alcançar clientes, gerando vendas. Em 2019, os entrevistados estão 160% mais preocupados com os influenciadores do que estavam há um ano.

PREOCUPAÇÕES DESTACADAS NO ESTUDO

 1) Os níveis de confiança com queda de 21%

 2) Influenciadores tornam-se principal público de atenção dos líderes

 3) Os tópicos relacionados a funcionários dominam as prioridades dos líderes

4) Os líderes têm preocupações com imagem e a reputação das marcas, além de sua capacidade de protegê-la diante de situações de crise

 5) Os acordos e tarifas comerciais globais prejudicam a confiança dos líderes globais

 6) A confiança diminui a capacidade de satisfazer os clientes

 7) Eventos como aquecimento global impactam os níveis de confiança dos líderes

8) Governo e órgãos legisladores são motivo de preocupação

9) Há uma mudança de atitude em como os líderes políticos se comunicam nas mídias sociais

10) O cibercrime não é mais um motivo de preocupação global, mas um grande problema para os líderes sul-americanos

11) A retenção de funcionários também tem  preocupado os presidentes e diretores de marketing. A migração econômica é outro ponto visto como um dos problemas relacionados a colaboradores que preocupa o mercado.

“Assim como no ano passado, o que mantém os CEOs acordados à noite é a retenção dos melhores talentos. Neste ano, eles precisam mais do que nunca garantir que possuem funcionários com as habilidades certas para um novo ambiente de trabalho dinâmico e em constante evolução”, afirma Roger.

Fonte: Consumidor Moderno