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Bauducco entra no ecossistema de startups com programa B.Lab e faz seu pitch day em novembro


Os números da Bauducco impressionam em várias frentes: é líder de vendas em categorias como torradas, wafers, cookies e panettones, está presente em mais de 50 países e atende mais de 180 mil pontos de venda no Brasil.

Familiar, fundada por imigrantes italianos há mais de 60 anos, a Bauducco sempre esteve à frente do seu tempo, enxergando tendências e trazendo inovações. Por isso, lançou o B.Lab, seu primeiro programa de aceleração de startups. O projeto foi feito em parceria com a Liga Ventures, aceleradora especializada em unir grandes corporações às startups.

“Já há algum tempo, a Bauducco vem se aproximando do ecossistema de startups, em busca de frentes inovadoras para seu negócio. Agora, vimos uma oportunidade de organizar todo esse movimento, através de um programa de aceleração com objetivos bem definidos, onde todas as partes saem ganhando”, diz Luis Gomes, gerente de Consumer Insights e Novos Negócios da Bauducco.

DE OLHO NO NOVO SEMPRE

A criação do B.Lab tem tudo a ver com a trajetória da empresa. A história da família Bauducco é de coragem e empreendedorismo. Um italiano tem em mãos uma receita que ninguém mais possui, vontade de ter seu próprio negócio e de crescer no seu novo país. Estamos em 1948, mas poderíamos estar dentro do sonho de muitos brasileiros que, assim como Carlo Bauducco, pensam em empreender.

Da chegada de Carlo ao Brasil até 1962, quando a primeira fábrica da Bauducco foi aberta em Guarulhos, São Paulo, foram muitos aprendizados e a certeza de que estavam no caminho certo. Carlo, ao lado de sua esposa Margherita e do jovem Luigi, filho do casal, criaram o primeiro Panettone Bauducco e viam naquele produto, inédito por aqui, o sucesso de um negócio familiar.

Em mais de seis décadas, a empresa não parou de crescer. E nem de inovar. Em 1978, o neto de Carlo, Massimo Bauducco, idealizou o Chocottone em um trabalho de faculdade. Unindo a tradição de um produto com um ingrediente novo, o chocolate.

Depois, veio uma gama variada de produtos: as torradas, biscoitos, cookies, assim como a linha integral Cereale e a Casa Bauducco. Esta última, criada em 2012, como um resgate às origens da marca, é uma mistura de cafeteria com empório que vende panettone o ano todo, além de outras guloseimas, e que funciona no modelo de franquias.

“A Bauducco já realiza o movimento de aproximação com as startups e se interessa em diferentes iniciativas para inovar seu negócio. Com o B.Lab buscamos tecnologias diferenciadas que atendam a diversos desafios relacionados à nossa cadeia”

IDEIAS SAINDO QUENTINHAS DO FORNO

A etapa de aceleração do programa B.Lab terá duração de quatro meses e, durante este período, as startups participantes se beneficiarão em cinco frentes: programa de aceleração com o acompanhamento e expertise da Liga Ventures; aprendizado com a rede de mentores Bauducco composta por executivos da empresa; criação de novas oportunidades com os líderes do mercado; acesso à rede de contatos da Liga Ventures para potenciais parceiros e investidores (em um escritório em São Paulo); oportunidade de convivência com uma rede de startups e pessoas experientes do mercado empreendedor.

ACELERAÇÃO COM INGREDIENTE INÉDITO

“Um dos diferenciais em relação a outros programas é que, por sermos uma empresa familiar, os donos estarão acompanhando de perto o B.Lab e os projetos pilotos desse programa”, diz Luis Gomes.

Ao final deste período, há a chance de as startups virarem parceiras fixas de uma empresa que está presente em 70% dos lares brasileiros e que vendeu 70 milhões de panettones em 2018.

PITCH DAY

Entre agosto e setembro, mais de 360 startups passaram por um processo criterioso de seleção conduzido pelo time de Marketing da Bauducco e os profissionais da Liga Ventures. Entre elas, 17 foram selecionadas para o grande dia do programa, o Pitch Day, marcado para o dia 12 de novembro de 2019, no Cubo, em São Paulo. Por volta de cinco startups serão escolhidas para desenvolverem projetos pilotos no início de 2020.

As empresas com maior potencial para integrar o projeto serão aquelas que apresentarem as soluções mais inovadoras em áreas como: Supply Chain, Indústria, Tecnologia de Alimentos e Embalagens, Marketing, Inteligência de Mercado, Vendas, Trade Marketing e Varejo.

INOVAÇÃO DE PONTA A PONTA

“Estamos buscando tecnologias diferenciadas, passando por Inteligência Artificial, Big Data, IoT, dentre várias outras que atendam a diversos desafios relacionados à nossa cadeia, vindo desde a indústria ao ponto de venda”, diz Luis Gomes.

As startups vencedoras do Pitch Day serão anunciadas já em novembro. Os ingredientes já estão prontos e o forno já está na temperatura certa.

Fonte: Projeto Draft