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O crescimento saudável da Pepsico


Um fato: boa parte da população começou a dar mais atenção às refeições. Reflexão trazida à força pela Covid-19, mas que já embalava o brasileiro – pesquisa Datafolha de 2019 mostra, por exemplo, que 72% das pessoas acreditam que os alimentos produzidos no País trazem mais agrotóxicos do que deveriam. A gigante americana de alimentos e bebidas Pepsico percebeu esse movimento rapidamente. O CEO da divisão de alimentos da companhia no Brasil, João Campos, diz que as vendas cresceram dois dígitos, na esteira do confinamento. E o desafio é justamente fidelizar esse público. “As pessoas retomaram hábitos de consumo em casa, principalmente pela manhã e no fim de tarde, o que alavancou vendas de aveia, achocolatados, snacks e biscoitos”, afirma o executivo. “E vamos crescer a partir da inovação de produtos com itens regionais.”

No primeiro trimestre deste ano, que inclui o início do isolamento social, na segunda quinzena de março, a Pepsico cresceu globalmente. A receita líquida no período alcançou US$ 13,9 bilhões de dólares, alta de 7,7% em relação aos três primeiros meses de 2019. Ainda assim, registrou queda no lucro de 5%, que fechou em US$ 1,34 bilhão no período. Hoje, o segmento alimentos representa 54% do total do faturamento e o de bebidas responde por 46%. O market share de 2019 seguiu o resultado de 2018, mas representou ligeiro crescimento da divisão alimentos em relação a 2017, quando representa 53%, ante 47% de bebidas.

Na América Latina, onde o Brasil é o segundo maior mercado (atrás do México), a receita do primeiro trimestre somando alimentos e bebidas representou 9,4% dos números globais (equivalente a R$ 6,74 bilhões) em vendas de salgadinhos, refrigerantes e outros alimentos. No mundo, o País representa a sexta operação da companhia.

Esse crescimento não é só regional.Nos Estados Unidos, matriz da companhia criada em 1965 a partir da junção da empresa fabricante da Pepsi-Cola com a Frito-Lay, responsável pela produção de batatas fritas e salgadinhos industrializados, como os conhecidos Cheetos e Fandangos, a Pepsico cresceu em todos os segmentos no primeiro trimestre deste ano. Ao comunicar o balanço dos primeiros três meses de 2020, o CEO global da Pepsico, o espanhol Ramon Laguarta, ratificou o aumento do consumo de aveia em todas as operações da companhia no mundo nas últimas semanas. E reforçou os desafios para reter esse consumidor quando a reabertura das economias pós-pandemia estiver mais consolidada.

Fonte: IstoÉ Dinheiro