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ABIMAPI Entrevista - Pedro Wickbold destaca os desafios do setor, estratégias durante a pandemia e tendências


Como está sendo 2020 para a Wickbold?

O ano de 2020 tem sido bastante desafiador para todo a indústria. Apesar de estarmos em um setor privilegiado, que sofreu menos com tantas incertezas, o momento pede total atenção ao abastecimento das gondolas e a proteção dos nossos colaboradores em todos os âmbitos. Com certeza será um ano de muito aprendizado e o que ficou claro foi a capacidade de adaptação do nosso time a resiliência frente as dificuldades.

Como se posicionaram frente a Pandemia, houve mudança no portifólio?

O nosso propósito de levar saúde a mesa do consumidor é o que nos move e, mesmo durante a pandemia, trabalhamos iniciativas importantes nesse sentido: incluímos o selo vegano nos nossos produtos, uma certificação fundamental para orientar este grupo de consumidores; lançamos a linha Wickbold+, de pães funcionais, com os maiores teores de Proteína, Fibras e Cálcio do mercado; e agora, em primeira mão, estamos lançando a mistura para pães Wickbold “Do seu Forno”, aproveitando um hábito potencializado pelo isolamento. Fazer pão em casa vai ficar mais fácil e saudável.

Como trabalharam neste ano as oportunidades de promover o consumo do pão de forma? Quais as iniciativas feitas neste sentido?

Com mais tempo dentro de casa, um dos desafios dos consumidores é não cair na mesmice. Dessa forma, estamos sempre trabalhando nas redes sociais diversas dicas de receitas para diversificar o consumo e estimular a criatividade. Além disso, um trabalho muito forte para evitar rupturas e ter a disponibilidade do portifólio a serviço do consumidor.  

Como enxergam as principais tendências de consumo de alimentos daqui cinco anos?

Alimentos saudáveis e naturais são uma realidade, um caminho sem volta, e por isso somos muito fiéis ao posicionamento e a vanguarda que a marca Wickbold tem demonstrado no mercado. Além disso, reforçamos sempre a nossa cadeia de valor compartilhado com pequenos produtores da Amazônia na compra das castanhas que utilizamos. O consumidor tem entendido o seu ato de compra como uma decisão de posicionamento pessoal em pautas relevantes e, valorizar pequenos produtores da biodiversidade brasileira, trazendo rastreabilidade ao insumo, é uma tendência que estamos impulsionando. Cada vez mais os consumidores querem saber de onde vem o seu alimento e se essa cadeia é justa e sustentável.

Observamos as constantes novidades da empresa em relação aos produtos, diante disso, como avalia a retomada do consumo?

Com a crise econômica por conta da pandemia, acreditamos que haverá um crescimento mais forte de produtos de menor valor agregado e menor desembolso, natural em momentos como esse. Ao mesmo tempo, surgirá um olhar mais atento com as questões que impactam a saúde, uma tendência muito alinhada ao nosso olhar de longo prazo de criação de valor. Estamos confiantes em uma retomada próspera.

Fonte: ABIMAPI