Notícias do setor

ABIMAPI Entrevista Fabio Cefaly, diretor de RI e novos negócios na M. Dias Branco


Como está sendo 2020 para a M. Dias Branco? 

O ano de 2020 é desafiador, no entanto, acreditamos que o setor de alimentos tenha sido menos afetado pelos seus impactos, seja por se tratar de serviço essencial ou devido à mudança de comportamento e estilo de vida das pessoas, que passaram a cozinhar e se alimentar em casa.

Para a M. Dias Branco, especialmente, o ano tem sido positivo, resultado de uma estratégia bem traçada, que foi iniciada em dezembro de 2019, quando iniciamos um projeto focado em produtividade, a partir da revisão de praticamente todos os processos da companhia com foco em fazer mais por menos, gerando produtividade.

Pandemia e recessão estimularam o hábito de cozinhar em casa. Aproveitando este cenário, como a M. Dias Branco promoveu o consumo do macarrão? 

O isolamento social gerou mudanças importantes na rotina e na alimentação da população, que passou a cozinhar e se alimentar em casa.

Especialmente as massas foram muito buscadas, pois possuem uma versatilidade única. Procuramos ajudar os consumidores divulgando em nossos canais próprios ou por meio de veículos parceiros um cardápio de receitas ainda mais robusto, visando as diferentes ocasiões de consumo, como um almoço rápido para ser feito durante o home office, soluções para refeições em família ou até mesmo as pequenas celebrações que passaram a ser realizadas com mais frequência dentro de casa. Temos um portfólio que vai além das massas, com uma linha completa de biscoitos e torradas, por isso, também pudemos estar presentes do café da manhã à sobremesa após o jantar.

25 de outubro é o Dia Mundial do Macarrão, qual a importância da data para a empresa? Quais as iniciativas feitas neste sentido no âmbito digital?

O Dia Mundial do Macarrão é muito importante para a M. Dias Branco, que é líder em massas no Brasil, responsável por 35,7% de market share na categoria. Fizemos ações focadas em dicas para pratos especiais que pudessem ser elaborados em comemoração à data. Fizemos ainda uma ação social, a partir da marca Vitarella, em que doamos 50kg de Espaguete e, em parceria com uma marca tradicional de molhos de tomate, foram oferecidas 300 marmitas para a comunidade em vulnerabiliade social de Recife, a partir do projeto Casa Vincular, que atende pessoas em situação de rua diariamente.

Como enxergam as principais tendências de consumo de alimentos daqui cinco anos?

Com foco no mercado de massas, acreditamos que o consumo se manterá alto, uma vez que se trata de um produto presente nas mesas dos brasileiros, inclusive aos fins de semana, nas reuniões familiares. Trata-se de uma solução econômica, nutritiva e saborosa, que marca o encontro entre as pessoas. Do ponto de vista comportamental, entendemos que as embalagens maiores, de 1kg, se manterão em alta para atender as famílias numerosas, enquanto as opções premium, do tipo grano duro, serão buscadas por quem deseja uma experiência diferenciada de consumo.

Observamos as constantes novidades da empresa em relação aos produtos, diante disso, como avalia a retomada do consumo?

O consumo de massas teve incremento ao longo dos últimos meses. Ainda durante a pandemia, o que percebemos foram mudanças de comportamento de compra do consumidor. Notamos a inclinação por embalagens maiores e com bom custo benefício, que estão ganhando espaço nas cestas dos consumidores, como as embalagens de 1kg de massas, ao mesmo tempo em que as pessoas têm buscado um agrado ou experimentado novas experiências em casa e, nesse sentido, vemos um potencial de crescimento de segmentos de maior valor agregado, como as massas premium.

Como avalia o impacto do dólar alto e instável este ano sobre os preços de venda de massas como macarrão, pois integram a cadeia do trigo, muito dependente de importações. O fator câmbio embutido no preço de venda não pesa para refrear o consumo interno de macarrão e demais massas?

A alta do dólar é sempre um desafio para as indústrias em geral. No caso do trigo, por ser uma commodity, os preços têm alta influência do dólar, que impactam nos custos. Por outro lado, a M. Dias Branco, a partir das suas 19 marcas, oferece uma gama alta de produtos para atender diversos perfis de consumidores, seja aquele com viés mais econômico ou aqueles que buscam soluções mais indulgentes.

Fonte: ABIMAPI