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Mês da mulher: qual o papel delas na indústria e quais os desafios de conciliar trabalho e casa durante a pandemia


Neste mês, comemoramos o Dia Internacional das Mulheres. A data, ajuda a reforçar a representatividade do gênero no mercado de trabalho e a luta da igualdade de gêneros.

Conquistar cargos de liderança no mercado de trabalho ainda é um desafio enfrentado diariamente pelas mulheres. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apenas 39,4% das mulheres estão em cargos de chefia atualmente, reforçando a realidade de que ainda há um longo caminho para ser explorado.

Além de ser muito importante para estabelecer a igualdade de gênero dentro do ambiente de trabalho, a contratação de mulheres para cargos de liderança traz diversos resultados positivos. A criatividade e a produtividade são algumas das habilidades que se destacam no ambiente de trabalho comandado pelas mulheres, empresas com líderes femininas têm resultados até 20% melhores, é o que afirma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Entre as ações do setor privado que podem promover o empoderamento econômico e o incentivo a liderança das mulheres no mercado de trabalho estão:

  • Garantir a disponibilidade de dados desagregados por sexo e análise de gênero;
  • Envolver as mulheres em todas as fases da resposta e nas tomadas de decisão nacionais e locais;
  • Estimular a participação de colaboradoras em programas de capacitação e treinamentos;
  • Realizar eventos que ressaltem a importância do papel das mulheres na economia do país.

MULHERES X PANDEMIA

A pandemia chegou e virou toda a rotina de cabeça para baixo. Agora, além de se reinventar e se readequar ao “novo normal” com o trabalho remoto, as mulheres tiveram que lidar com os filhos fora da escola, tendo aulas pela internet e a um caminhão de emoções, que oscilam rapidamente entre medo, ansiedade e tristeza.

De acordo com o programa “Ganha Ganha”, criado por meio da aliança entre ONU Mulheres, OIT e União Europeia que busca fortalecer o protagonismo das mulheres no setor privado, 39% das mulheres empreendedoras interromperam suas atividades durante a pandemia; 33% não aturaram nada em seus negócios e 28% estão garantindo uma renda de no máximo um salário-mínimo.

O isolamento social também ressaltou o papel da mãe dentro do lar o que levou a exaustão materna: 50% das mulheres brasileiras passaram a cuidar dos filhos na pandemia; 72% afirmaram que aumentou a necessidade de monitoramento e companhia; 41% seguiram trabalhando, mas com a manutenção de salários.

Um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) apontou que as mulheres foram as mais afetadas emocionalmente durante a pandemia, respondendo por 40,5% de sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse.

E como as empresas podem contribuir para o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal da colaboradora?

  • Estimular programas de prolongamento da licença maternidade
  • Campanhas internas de sensibilização sobre a importância da divisão de tarefas domésticas
  • Facilitação do acompanhamento dos filhos das/dos colaboradores em consultas médicas
  • Política de jornada de trabalho flexível

É inegável a evolução das mulheres brasileiras no mercado de trabalho, mas é fato que ainda há grandes passos a dar para que haja igualdade de gênero. Um mercado de trabalho com diversidade é uma das principais formas de desconstruir preconceitos.

Fonte: SIMABESP