Notícias do setor

Receita de sucesso: saiba como é trabalhar na Nestlé


Há 19 anos a Nestlé está no top 10 do ranking “Empresa dos Sonhos” da consultoria de RH Cia de Talentos. Jovens, gerentes e executivos consideram trabalhar na multinacional suíça praticamente uma utopia. Natural, os produtos da maior companhia de alimentos e bebidas do mundo estão presentes em 99% dos lares brasileiros – não é modo de dizer; trata-se do resultado de uma pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel.

Neste ano, a multinacional completa seu centenário no Brasil. A operação por aqui tornou-se a quinta maior da empresa no mundo em 2021 – má notícia: é um posto abaixo de onde estava em 2020. O cenário mudou depois da queda no faturamento do ano passado.

O país rendeu 2,79 bilhões de francos suíços (R$ 15,3 bilhões) no balanço de 2020 da multinacional. Trata-se de um resultado 23,5% menor que o de 2019. Apesar dos números desanimadores, o Brasil segue como o maior mercado da Nestlé na América Latina. E ela vem investindo forte no desenvolvimento de suas fábricas e centros de distribuição. Em 2020, o braço nacional da companhia desembolsou R$ 763 milhões na modernização do maquinário e das operações.

Para fazer seu negócio funcionar, a Nestlé conta com 32 mil pessoas em suas 20 unidades industriais, instaladas em oito Estados.

Outro investimento da empresa suíça é na capacitação de seus profissionais. Em parceria com o Centro Universitário Internacional (Uninter), a multinacional criou em 2020 uma universidade corporativa com cinco cursos superiores e de especialização credenciados pelo MEC.

São eles: graduação em Tecnologia em Gestão de E-Commerce e Sistemas Logísticos, Tecnologia em Gestão Comercial; pós-graduação em Logística e Supply Chain. E também dois MBAs: Gestão Financeira e o Indústria 4.0 (que engloba automação, inteligência artificial, internet das coisas, data mining).

Os cursos são ministrados à distância. Os de graduação duram dois anos; os de pós e MBA, um. E todos contam com funcionários da própria Nestlé para a criação de conteúdo, desenvolvimento das aulas e mentorias para os alunos. A primeira turma (15 alunos da pós em Logística e Supply Chain) se formou em dezembro.

Para ingressar nos cursos, os funcionários precisam ter pelo menos seis meses de casa – e, claro, apresentar um bom desempenho.

Fonte: Você S/A