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ABIMAPI entrevista Lucas Christino diretor na Suavipan


1. Quais os desafios para 2021? A empresa planeja crescimento? O que está fazendo para colocar esse planejamento em prática?

O Ano de 2021 será mais um ano de grandes desafios para as indústrias de modo geral. Obviamente o setor alimentício tem se mostrado mais resiliente, mas muitos lojistas (sobretudo os pequenos varejistas, lojas focadas ao atendimento dos grandes centros comerciais e canais especializados) sentiram um forte impacto o ano passado e os reflexos se estenderão por todo ano de 2021. Dessa forma, nós da indústria acabamos sendo impactados também, precisando agir para auxiliar no que for possível esse parceiro e responder de forma rápida à tais mudanças de cenário.

De toda forma, a empresa planeja um crescimento para o ano corrente, visando uma retomada do consumo, sobretudo no 2º semestre. Além disso, a empresa está atuando em duas frentes:

A) Lançamentos de novos produtos: buscando atender às novas demandas de seu público.
B) Ampliar a distribuição e novos canais: Explorando uma maior cobertura geográfica e novos canais de vendas, como o digital, por exemplo.

2. Como avalia a retomada do consumo neste ano?

Estamos trabalhando com um cenário realista. Acreditamos que o mercado se aquecerá no 2º semestre, mas com alguns desafios pelo caminho. Um ponto relevante a ser destacado é a mudança de diversos hábitos de consumo. Tanto o shopper tem alterado sua forma de escolha e decisão no PDV, como o consumidor tem mudado algumas práticas, como uma maior preferência por embalagens maiores, por exemplo, diminuindo assim, o consumo de embalagens on the go. Tanto pela questão financeira (comprar mais por menos), como pela questão prática de estar mais tempo em casa e sem a necessidade de ter embalagens menores para o consumo fora do lar.

3. Como avaliam o perfil do novo consumidor?

Esse “novo consumidor” está em linha com o movimento que já vínhamos acompanhando nos últimos anos. Ou seja, um consumidor mais consciente, crítico e engajado. Ele busca fazer escolhas mais racionais para ter o melhor uso do seu orçamento, seja pela escolha do canal ou até mesmo pela mudança de marcas.
Entretanto, existe um movimento paralelo que o consumidor tem buscado por escolhas mais indulgentes. Ou seja, o alimento tem sido uma fonte importante de prazer e recompensa nesse momento.

4. O que o “novo normal” pode trazer de mudanças em estratégias em relação ao ponto de venda e e-commerce da empresa? Quais estratégias já colocaram em prática em relação a fusão do varejo físico e online?

Essa é uma mudança que veio para ficar. A indústria e o varejo precisam caminhar juntos nessa solução ao consumidor final. Ofertar um mix completo, com disponibilidade e entrega rápida, integrando ao máximo toda a cadeia é primordial. Contudo, é importante ressaltar as diversas realidades que ainda vivemos. A tendência de compras online e por celular é exponencial, mas não podemos deixar em segundo plano a execução no varejo físico, onde o volume ainda é imensamente maior. Em suma, estar atento às mudanças, mas sem se deixar se levar pelo trend pura e simplesmente. É preciso zelar pelo mercado físico que é o que sustenta o negócio do varejo alimentar ainda.

5. Como trabalham e enxergam oportunidades no mercado externo?

A exportação entrou na pauta da SuaviPan há 03 anos. Começamos com o auxílio do projeto da ABIMAPI que foi fundamental para o nosso início, oferecendo todo suporte e auxílio que precisávamos e precisamos. Acredito que muitas empresas brasileiras negligenciam o mercado externo dado o tamanho robusto do mercado nacional. Contudo, não vemos como concorrentes. Obviamente foco é essencial, mas conseguir executar bem no Brasil não pode ser em detrimento de oportunidades no exterior. Hoje já estamos exportando para Uruguai e Paraguai e com diversas negociações em outros mercados na América Latina, onde ressaltamos o início dos trabalhos, mas com planos de curto prazo para outros continentes e países.

Fonte: Assessoria de Imprensa ABIMAPI